“Quero que lembre quem você é, apesar de todas as coisas ruins que estão acontecendo com você. Porque essas coisas ruins não são você. São apenas coisas que aconteceram com você. Precisa aceitar que quem é e o que acontece com você são duas coisas diferentes.”
(Colleen Hoover)
Passei por dias ruins. Daqueles que você se desespera por ter a impressão de que a sua vida e felicidade estão nas mãos de pessoas que não sabem nem o que fazer com suas próprias vidas. Quando nem as suas orações parecem fazer sentido diante de tanta dor. Estava em crise, estava sofrendo, dilacerada por dentro, tive a impressão de que se eu não saísse dali enlouqueceria e faria parte da ala psiquiátrica do HGR. Nunca tive uma crise tão grave nos meus 22 anos de vida.Então, uma pessoa trouxe a minha lucidez de volta, me mostrou que o que eu sou e o que acontece comigo são coisas diferentes.Ninguém entende o motivo de estarmos há tanto tempo juntos, mas são em momentos como esse que o motivo aparece. Não há ninguém nesse mundo que me entenda e me conheça melhor do que o meu melhor amigo (e namorado), ninguém que saiba exatamente o que fazer para me arrancar sorrisos sinceros em meio às lágrimas, ninguém que consiga tirar o meu foco das coisas ruins para pensar nas boas.
Sempre que estudamos sobre psicoterapias, a família aparece como foco principal, investigamos como são as relações do paciente em todas as esferas, procuramos conhecê-lo em sua totalidade para chegar à essência do problema ou do seu ser. Portando, a família possui papel primordial porque é o ponto de apoio de quem está em tratamento, de que adiantariam as nossas técnicas e esforços para a melhora dele, se em casa as coisas voltarem a piorar? Se eu estivesse em tratamento os meus pontos de apoio seriam a minha mãe e ele. Ele é a minha família, meu lar.
Hoje eu li algo assim: "mesmo que você erre várias vezes, eu não vivo sem você.." Era um texto sobre amor, onde a ideia central seria: "você sabe que está amando quando a pessoa é estúpida contigo várias vezes e você perdoa." Eu fiquei tipo (...) Falou-se de aceitar qualidades e defeitos. Sim, claro, até porque ninguém é perfeito, mas a pessoa precisa mesmo usar esses defeitos para magoar e depois ter que precisar de perdão? Não no meu mundo, querido. Você sabe que é amor quando tudo desmorona e a pessoa continua ao seu lado, sabe que é amor quando nada te faz mais feliz do que fazê-la feliz, sabe que é amor quando se esforça para não magoá-la por conta dos seus defeitos, sabe que é amor quando tais defeitos não interferem na relação do casal.
Somos dois matutos, teimosos, cheios de si, briguentos, com pavios bem curtos, mas nunca precisamos provar que nos amamos com perdões e sofrimento. Não estamos juntos para magoar o tempo todo, chorar, e ter que pedir perdão. Estamos juntos para sermos felizes, para compartilhar o amor que transborda em nossos corações, para nos apoiar quando as coisas ficarem difíceis em nossas casas, para compartilharmos besteiras e sonhos. E eu me pergunto: Por que as pessoas continuam se submetendo à relações cheias de perdões e nenhum "ele/ela merece o melhor de mim, então serei o melhor que posso ser." Seja o melhor para quem você ama em qualquer situação. Ninguém precisa falar isso pois é tão óbvio quando se está amando, e se as pessoas não têm isso na cabeça será que estão amando realmente? Ore por uma relação que te fortaleça, que te faça sorrir e sonhar, sonhar muito.
Citação de um livro que amo de montão: "Estava apaixonada pela maneira como você me amava. Quando pôs os braços ao meu redor e me abraçou, soube que, independentemente do que acontecesse com minha vida, meu lar era você." (Coollen Hoover)